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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Sinonímia e antonímia

Sinonímia
Palavras com o mesmo significado chamam-se sinónimos.
contente e feliz
triste e infeliz


Antonímia
Palavras com significado contrário chamam-se antónimos.
contente e triste
feliz e infeliz




Antónimos


Derivação de palavras por afixação (prefixação e sufixação)

Formação das Palavras

A partir de uma palavra (forma de base ou radical) é possível formar novas palavras acrescentando afixos. A este processo de formação de palavras chama-se derivação por afixação. Os afixos classificam-se como:
prefixos: se aparecem antes da forma de base
sufixos: se aparecem depois da forma de base


Derivação por prefixação
Se for acrescentado um afixo derivacional à esquerda de uma forma de base, dizemos que a palavra formada é uma palavra derivada por prefixação.
infeliz (in + feliz): palavra derivada por prefixação porque acrecentou-se o prefixo in


Derivação por sufixação
Se for acrescentado um afixo derivacional à direita de uma forma de base, dizemos que a palavra formada é uma palavra derivada por sufixação.
felizmente (feliz + mente): palavra derivada por sufixação porque acrescentou-se o sufixo mente


Se for acrescentado um afixo derivacional à esquerda e outro à direita de uma forma de base, dizemos que a palavra formada é uma palavra derivada por prefixação e por sufixação.
infelizmente (in + feliz + mente): palavra derivada por prefixação e por sufixação porque acrescentou-se o prefixo in e o sufixo mente







Texto Poético - Estudo


Texto poético
No texto poético o autor apresenta a realidade de forma criativa numa linguagem bastante expressiva. O texto que daí resulta chama-se poema, que é um conjunto de versos agrupados em estrofes.

Constituição de um poema
Um poema é assim constituído por várias estrofes que classificam-se conforme o número de versos que as constituem:
Estrófe: conjunto de versos
Terceto: se for constituída por três versos
Quadra: se for constituída por quatro versos
Quintilha: se for constituída por cinco versos

Verso rimado e livre

Uma das outras características específicas do texto poético é o recurso à rima. Quando um verso rima com outro, diz-se que é um verso rimado. Quando não rima com mais nenhum, diz-se que é um verso branco.

Amanhã é dia de escola – [verso rimado]
Por isso vou já preparar a sacola. – [verso rimado]
Quem bom que é ir aprender! – [verso branco]

Sílaba métrica e sílaba gramatical
As sílabas métricas são diferentes das sílabas gramaticais pois correspondem apenas aos grupos de sons efetivamente pronunciados na leitura de um poema.
A contagem das sílabas métricas de um verso (escansão ou métrica) faz-se até à última sílaba tónica do verso e agrupam-se sílabas terminadas em vogais com sílabas de palavras seguintes que começam também em vogal e que consistem na emissão de um só som.

Ver/de e/ trans/pa/ren/te – 5 sílabas métricas

Neste exemplo, as sílabas gramaticais “de” e “e” agrupam-se e contam apenas como uma sílaba métrica, pois consistem na emissão de um só som, e contam-se apenas as sílabas até à sílaba “ren” por esta ser a sílaba tónica da última palavra do verso (trans-pa-ren-te).

Tema
O tema de um poema é a sua ideia-chave, ou seja, o que o sujeito poético pretende expressar

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A Península Ibérica

Limites da Península Ibérica

Como qualquer península, a Península Ibérica está rodeada por mar com excepção de um lado chamado istmo.


Tem como limites naturais:

a norte: o oceano Atlântico;
a sul: o oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo;
a este: o mar mediterrâneo;
a oeste: o Oceano Atlântico.




Encontra-se no Hemisfério Norte à mesma distância da linha do Equador e do Pólo Norte.


Relevo
Às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta chamamos relevo. Alguns exemplos são:

Planície: grande superfície plana e de pouca altitude;
Planalto: grande superfície plana ou ondulada de média ou grande altitude;
Montanha: elevação de terreno que se destaca do terreno circundante pela sua altitude;
Vale: espaço compreendido entre dois montes (geralmente onde corre um rio).
Cordilheira: conjunto de montanhas.


Através dos mapas de relevo (mapas hipsométricos) conseguimos identificar as diferentes altitudes que uma zona pode apresentar através das suas cores.



A Península Ibérica é uma região bastante montanhosa constituída por um conjunto de planaltos e montanhas que se inclinam para ocidente. Destacam-se:
a Cordilheira Central: cadeia montanhosa que corta a meio o Planalto Central;
a Cordilheira dos Pirinéus: montanhas altas e escarpadas;
o Planalto Central: mais extenso e alto dos planaltos peninsulares;
a Planície do Ebro;
a Planície do Guadalquivir;
a Planície do Tejo-Sado.


Rios peninsulares

Os rios da Península Ibérica nascem nas grandes cadeias montanhosas onde abundam as nascentes e as neves. Como estão viradas para ocidente os rios correm nessa direcção e vão desaguar no Oceano Atlântico, com excepção do rio Ebro que corre para o Mediterrâneo.

Principais rios da Península Ibérica:
rio Minho;
rio Douro;
rio Tejo: rio com maior extensão;
rio Guadiana;
rio Sado;
rio Guadalquivir;
rio Ebro.


Clima
O planeta Terra apresenta diferentes zonas climáticas:
zona quente: próxima do Equador;
zonas frias: em redor dos pólos;
zonas temperadas: entre as zonas frias e as zonas quentes.

A Península Ibérica tem um clima temperado por isso apresenta quatro estações durante o ano:
Primavera;
Verão;
Outono;
Inverno.



Existem também diferenças regionais distinguindo-se três zonas:
Norte e Noroeste: elevada humidade e precipitação, temperaturas suaves tanto no Inverno como no Verão;
Interior: pouca precipitação, invernos muito frios e verões muito quentes;
Sul: pouca precipitação, invernos suaves e verões quentes.



Estas diferenças devem-se aos seguintes fatores:
proximidade do mar;
ventos dominantes;
relevo.



Vegetação natural
Sobre o tipo de vegetação que existe na Península ibérica podemos distinguir duas zonas:
Ibéria húmida: florestas de folha caduca, prados naturais verdes e matagais com fetos, giesta, urze e tojo. Junto à costa predominam os pinheiros;
Ibéria seca: florestas de folha persistente, matagais e arbustos. Junto à costa predominam as palmeiras, as piteiras e os cactos.






quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

As primeiras comunidades humanas da Península Ibérica

As primeiras comunidades recolectoras

Os primeiros grupos de homens e mulheres que habitaram a Península Ibérica viviam em comunidades: grupos de vinte a quarenta pessoas que partilhavam entre si os abrigos, a comida, os utensílios e os perigos.

Para se protegerem do frio e dos animais ferozes 
refugiavam-se em grutas e outros abrigos existentes nas rochas. Por vezes construíam cabanas com troncos, ramos e peles de animais.
As peles de animais também serviam para se vestirem. Faziam também utensílios de pedra e osso para se protegerem, para caçar, esquartejar animais e raspar e cortar as suas peles.
























As cenas de caça eram gravadas e pintadas nas paredes das grutas onde viviam. A estas gravuras e pinturas chamamos arte rupestre.



Estas comunidades viviam da pesca, da caça, e da recoleção, por isso as chamamos comunidades recolectoras. Isto significa que viviam da recolha do que a Natureza lhes oferecia.

Quando os recursos naturais de um local escasseavam tinham que procurar um novo local com mais frutos e mais animais para sobreviverem. 
Por isso não tinham casa fixa e não permaneciam no mesmo local durante muito tempo. Diz-se então que eram nómadas.
A descoberta do fogo permitiu defenderem-se melhor dos animais ferozes, para se aquecerem e assarem os animais.



As comunidades agro-pastoris




Há cerca de 10000 anos a temperatura subiu, os gelos fundiram-se e o clima tornou-se quente e seco. Os animais de clima frio desapareceram e surgiram novas espécies vegetais e animais.
Ficaram assim reunidas condições para os homens abandonarem as grutas e melhorar a sua forma de vida.

As comunidades agro-pastoris vivam da agricultura, da pastorícia e da domesticação de animais. 


Como viviam perto das terras que cultivavam deixaram de precisar de se deslocar constantemente, tornando-se assim sedentários.
Começou a haver uma maior abundância e diversidade de alimentos o que originou os primeiros povoados.





Começou-se a praticar a cestaria, a cerâmica e a tecelagem. Novos utensílios foram inventados como a foice, a enxada de pedra, o arado de madeira e a mó manual, e deu-se maior uso da roda.





Anta ou dólmen, Alentejo, Portugal

Surge também nesta época vários monumentos em pedra como antas, ou dólmenes, e os menires.


Homens dos castros
Há cerca de 2500 anos  a Península Ibérica era habitada pelos:

Celtas: povos guerreiros vindos no Centro da Europa, eram altos de cabelo e olhos claros e fixaram-se no Norte e Oeste da Península Ibérica.

Chegada dos Celtas à Península Ibérica


Iberos: homens morenos e de estatura média que se fixaram no Sul e Este da Península Ibérica.

Os Iberos só conheciam o cobre e o bronze. Os celtas trouxeram o ouro e o ferro.
Os Celtas trouxeram o ouro e o ferro


Com o passar do tempo estes povos acabaram por se misturar dando origem aos celtiberos.
Estas tribos viviam nos cimos dos montes rodeados por muralhas nas citânias, ou castros.

Castro S. Lourenço (Vila Chã)
Os Castros ou Citânias



Contacto com os povos mediterrânicos

Os povos do sul da Península Ibérica viviam melhor que os do norte principalmente devido ao contato com Fenícios, Gregos e Cartagineses, que eram povos mais evoluídos.
Estes povos dedicavam-se ao comércio. Na Península Ibérica encontraram metais e em troca ofereciam objectos de vidro, adornos, cerâmicas, tecidos de linho e púrpura.
Deixaram-nos novas ideias e costumes e deram a conhecer o alfabeto fenício, a moeda grega e a conservação dos alimentos pelo sal.


Gregos, fenícios e cartagineses na Península Ibérica


Povos mediterrânicos